ABREU DESTACA – FOTOGRAFIA

Nesta quarta edição, vamos conhecer um pouco do trabalho do fotógrafo Eduardo Macarios. Natural de Curitiba, onde está localizado o seu estúdio, ele é formado pela Universidade de Artes de Bournemouth, no Reino Unido. Suas imagens já foram publicadas em diversas revistas no Brasil e no exterior e integram portifólios e sites de renomados arquitetos e designers de interiores.

Diana Hanae Guimarães
O fotógrafo Eduardo Macarios

Paralelo a tudo isso, ele ainda se dedica a seus projetos autorais que vão de exposições a livros, além de séries de paisagem produzidas ao longo de viagens, uma de suas paixões. Um dos diferenciais de Macarios é que ele também é jornalista e isso certamente influencia seu jeito de fotografar “Eu acho que as duas coisas se misturam, mas principalmente me ajudam saber contar uma boa história. Afinal, é isso que estou fazendo, contando a história de cada projeto que fotografo. Muitas vezes de vários pontos de vista distintos: do observador, do arquiteto, do fotógrafo… A todo momento estou fazendo escolhas do que comunicar e como comunicar cada aspecto idealizado pelo arquiteto. O jornalismo me ajuda, acima de tudo, a buscar a síntese”, define.

O encontro com a fotografia de arquitetura e de interiores não se deu por acaso. “O tema em si já me interessava antes mesmo de começar a fotografar, aos poucos e com os primeiros trabalhos passei a usar a fotografia como desculpa para explorar, conhecer e entender mais sobre arquitetura, principalmente em viagens. Em 2015 fiz um trabalho de reposicionamento do meu estúdio e decidi me especializar e focar na fotografia de arquitetura e interiores. Foi resultado de algo natural, que já vinha tomando forma há um tempo. Isso acelerou e fez a minha fotografia evoluir muito”, destaca Eduardo.

Para os leitores da Abreu, Eduardo Macarios fez uma seleção de imagens produzidas exclusivamente ao longo de 2020, este ano tão atípico como ele mesmo define: “Um ano extremamente desafiador, que oscilou entre momentos em que achei que ficaria um bom tempo sem fotografar e sem poder entrar na casa das pessoas e também momentos em que nunca trabalhei tanto. Nos dois cenários tivemos que aprender a nos adaptar e entender os cuidados que eram necessários. Foi um ano que tive a oportunidade de fotografar projetos incríveis e estar na companhia de arquitetos e arquitetas que admiro. Cada uma dessas fotos traz, pra mim, um pouco do clima e da lembrança daquele dia, por trás da câmera”, finaliza.   

Perguntado sobre os projetos mais desafiadores da sua carreira, Eduardo é categórico: “Em praticamente todos os projetos há um certo nível de desafio, independente da escala. Às vezes é o fato de contar a história de um studio de 40m², ou às vezes o desafio é dar conta de todos os ângulos de uma casa de 1.000m². Outros fatores como o tempo disponível e as condições climáticas no dia também podem influenciar. Muitas vezes as fotografias vão se apresentando pra você de forma espontânea e natural, mas na maior parte das vezes elas não estão lá e o meu exercício é achá-las, ou até mesmo cria-las. Não tenho receio de mudar todo o ambiente, arrastar móveis, trocar objetos de lugar, pra criar uma boa fotografia”, conclui.

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