Tirar leite de pedra

A expressão, utilizada pelo empresário José Fonseca, da Movelaria Olga, ilustra como ele e sua equipe estão fazendo para continuar seguindo em frente durante a quarenta

De repente, o mundo parou. Com as ameaças e desafios trazidos pela pandemia causada pelo Covid -19, as ruas dos principais centros urbanos se esvaziaram e as portas começaram a se fechar, tanto nas residências, como nos estabelecimentos comerciais. Para quem é lojista, a ficha não caiu de imediato. Não para todos. É o caso do empresário José Fonseca, o Zezé, proprietário da Movelaria Olga, que se destaca no setor, em Belo Horizonte.

Especializada em mobiliário contemporâneo assinado por designers brasileiros, a Olga possui em seu terceiro piso um rooftop utilizado para meetings, lançamentos e happy hours. Ou seja, um lugar que sempre gostou de agregar clientes e amigos e reuní-los com frequência. Talvez esse perfil tenha influenciado o primeiro momento da Movelaria Olga com a experiência da quarentena. “No começo, ficamos assustados, sem saber o que fazer ou qual caminho tomar. Estávamos completamente sem rumo”, relembra Zezé. E como não sabia que rumo dar ao negócio, ele resolveu ignorar as medidas restritivas e abrir “na tora”, como ele diz.

Não demorou muito para o empresário perceber que essa medida poderia arranhar a imagem da empresa. A saída foi criar uma adaptação: além de atendimento com hora marcada, a parte digital da Olga, principalmente o Instagram e o Whatsapp, foi potencializada. “Estamos aprendendo a utilizar melhor as ferramentas digitais e acredito que esse aprendizado vai continuar sendo incrementado mesmo quando a quarentena acabar. O que estamos fazendo agora vai virar regra depois que passar a pandemia. É uma nova forma de nos relacionarmos com o nosso público”, comenta.

Zezé conta que ao descobrir um novo formato para o seu negócio, com menos atendimento físico e maior presença online, a empresa está sendo forçada a se modernizar. “O resultado disso é que estamos conseguindo tirar leite de pedra. Os números estão bem abaixo se comparados aos anteriores em termos de vendas, mas a gente vai se virando. E nisso de “se virar”, pode ter certeza de que o brasileiro é professor, diverte-se.

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