COCO ON: Design, território e impacto social em diálogo com o mundo

Revista Abreu
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COCO ON

Design, território e impacto social em diálogo com o mundo

Assessoria de Comunicação

Créditos da foto: Ramon Rodrigues

Entre Milão, Portugal e França, a Coco On vem consolidando uma trajetória que conecta design contemporâneo, economia circular e saberes tradicionais brasileiros. Em abril de 2026, o projeto participou do Fuorisalone di Milano — principal circuito internacional de design — e, na mesma semana, teve suas fundadoras reconhecidas em Portugal com o título de Diplomatas Civis Humanitárias e o Prêmio Martin Luther King, concedidos pela Jethro International.

A presença internacional reforça um movimento que parte do território brasileiro para dialogar com temas centrais da produção contemporânea: sustentabilidade, rastreabilidade, valorização artesanal e impacto social.

Milão e o design brasileiro em evidência

Entre os dias 20 e 26 de abril, a Coco On participou do Fuorisalone di Milano, integrando a programação do Brera Design District, com exposição na Via Maroncelli. A participação aconteceu por meio da Tropicalistic, plataforma de curadoria dedicada ao design brasileiro contemporâneo no mercado europeu.

Em Milão, a marca apresentou peças desenvolvidas a partir da fibra de coco — material abundante no Brasil e ainda pouco explorado no design de mobiliário de alto valor agregado. Entre os destaques da mostra esteve a poltrona NINHO, assinada pelo designer Geraldo Coelho em colaboração com a Coco On.

A participação também abriu espaço para novas conexões com galerias, distribuidores, curadores e profissionais ligados ao mercado europeu de design e decoração.

Inteligência artesanal

O conceito apresentado pela Coco On durante a semana de design parte da ideia de “Inteligência Artesanal”: um encontro entre tecnologia, memória, território e produção manual.

Créditos da foto: Ramon Rodrigues

Cada peça possui rastreabilidade por QR Code e blockchain, permitindo acompanhar informações sobre origem dos materiais, cadeia produtiva e impacto gerado. Ao mesmo tempo, o projeto mantém no centro do processo os saberes desenvolvidos por comunidades envolvidas na produção, em regiões como Santa Cruz Cabrália e Santo André, em Minas Gerais.

A fibra de coco, frequentemente descartada como resíduo, passa a integrar uma cadeia produtiva voltada ao design contemporâneo, aproximando inovação e práticas regenerativas.

Reconhecimento em Portugal

No dia 28 de abril de 2026, as fundadoras Pamella Campos, Luciana Matosinhos e Paola Duarte receberam, em Portugal, o título de Diplomatas Civis Humanitárias e o Prêmio Martin Luther King, concedidos pela Jethro International.

A cerimônia foi realizada na Fortaleza da Cidadela de Cascais, reunindo representantes institucionais, diplomáticos e lideranças civis de diferentes países.

A honraria reconhece iniciativas com atuação social e humanitária, destacando projetos voltados à inclusão econômica, valorização comunitária e desenvolvimento sustentável. “Receber uma honraria que carrega o nome de Martin Luther King representa também um compromisso renovado com causas que ultrapassam fronteiras.”

Permanência no circuito europeu

Créditos da foto: Ramon Rodrigues

Após o encerramento do Fuorisalone, uma das peças da Coco On permaneceu em exposição em Milão, dando continuidade ao diálogo com o público europeu ligado ao design, arquitetura e mercado de interiores.

O roteiro internacional segue agora por Portugal e França, ampliando a presença do projeto em galerias, concept stores e espaços voltados ao design autoral contemporâneo.

Mais do que uma circulação expositiva, a iniciativa marca a inserção gradual da Coco On no cenário internacional do chamado design regenerativo — um campo que aproxima criação, responsabilidade ambiental e impacto social.

Origem brasileira

A Coco On nasceu em Santa Cruz Cabrália, a partir de uma reflexão sobre o descarte de cascas de coco durante a construção da Villa Luz, projeto idealizado por Luciana Matosinhos.

Da observação de um resíduo abundante surgiu a proposta de transformar matéria descartada em mobiliário e objetos de design, criando conexões entre natureza, inovação e geração de renda local.

Hoje, o projeto articula produção entre Bahia e Minas Gerais, reunindo design, tecnologia, circularidade e valorização de saberes tradicionais brasileiros.

trajetória

  • 1º lugar — Prêmio Rede Mulher Florestal · Embrapa · COP30 · Belém · 2025
  • Participação no Fuorisalone di Milano 2026 · Brera Design District · Tropicalistic · abril de 2026
  • Prêmio Martin Luther King e título de Diplomatas Civis Humanitárias · Jethro International · Cascais · abril de 2026
  • Destaque na Revista Evoque · 2026
  • Selecionada entre as Startups Top 10 COP30 · Embrapa / Ministério da Agricultura · 2025

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