CATEDRAL CRISTO REI
Tenho uma verdadeira história de amor com a Catedral Cristo Rei. Sua concepção e construção se confundem com minha vida pessoal e profissional.

Venho de uma família católica e muito envolvida com os movimentos nas comunidades paroquiais. Quando estava no final do curso Arquitetura e Urbanismo, na UFMG, a igreja que frequentava foi demolida para ter outra construída em seu lugar. Assim me envolvi ainda mais com essa paróquia em função da profissão que estava prestes a exercer.
A partir deste primeiro contato com arquitetura sacra, comecei a fazer pequenos projetos voluntários e ajudar as comunidades carentes, fazendo projetos de igrejas inteiras ou apenas pequenas adaptações em banheiros em habitações para população de baixa renda. Com esse trabalho, criei um círculo de amizades entre os padres.
Quando Dom Walmor assumiu a Arquidiocese de Belo Horizonte, solicitou o serviço de um profissional de arquitetura. Naquele momento uma tia por afinidade, Márcia de Araújo Paiva, que trabalhava com ele, nos apresentou. Imediatamente ele me convidou a desenvolver vários projetos para a Sociedade Mineira de Cultura – SMC.
No final de 2005, mais precisamente na véspera do Natal, em reunião com tia
Márcia, Sr. Alessandro e eu, Dom Walmor me pediu um estudo para reunir toda
a área dos meios de comunicação da arquidiocese em um único lugar. Esse projeto seria temporário para que depois tudo pudesse estar reunido em um único lugar. Após uma semana, na véspera do Ano Novo, foi aprovado o início do projeto do que viria a ser a Rede Catedral, localizada junto a PUC do Coração Eucarístico em BH.
Nesta mesma época, Dom Walmor já começava a pensar na construção da Catedral de Belo Horizonte, estava avaliando alguns terrenos e tinha me pedido para fazer contato com o escritório do Oscar Niemeyer, no Rio.
Como eu já estava trabalhando no projeto da Rede Catedral, me foi solicitado ajuda na construção do programa para a nova catedral metropolitana – a Catedral Cristo Rei, para que fosse enviado ao arquiteto encarregado do projeto.
Participei ativamente desta primeira etapa, desde os primeiros croquis para o primeiro terreno escolhido, até que o Departamento de Infraestrutura da PUC/MG assumisse a empreitada para dar andamento ao projeto no atual terreno.
Neste mesmo período, estava grávida de meu filho, que nasceu no dia 22 de maio de 2006, data marcada para a instalação da Rede Catedral. Me lembro que Dom Walmor me ligou quando eu ainda estava hospitalizada para me parabenizar e avisar que no dia 27 iria oficialmente informar aos padres sua intenção da construção da catedral tão sonhada por Dom Cabral. Participei
desta reunião cinco dias após dar à luz.
Desde então tenho acompanhado a obra a distância. No início participei voluntariamente de uma comissão que estudava o espaço celebrativo da igreja. E de tempos em tempos visito a obra com meus alunos de faculdade ou participo de alguns eventos dos movimentos que participo. Tenho imenso orgulho de fazer parte desta história!

