Pintando ao Vivo ocupou os espaços do museu com pintura, música e poesia e prestou uma homenagem a Luiz Otávio Brandão, nome que marcou a arte, a moda e a cultura mineira
No último domingo, 30 de agosto, o Museu Histórico Abílio Barreto ganhou novos movimentos, cores e histórias. Mais de 40 artistas se reuniram para mais uma edição do Pintando ao Vivo, criando suas obras diante do público ao longo do dia.
Cavaletes, telas, pincéis e tintas se espalharam pelo museu. Quem passou por ali pôde circular entre os artistas, conversar, observar diferentes técnicas e acompanhar trabalhos que começavam com uma tela em branco e, pouco a pouco, iam tomando forma.

Entre os artistas participantes estavam Ana Vetona, Carol Verona, Davidson Ricksilva, Djalma Marcelino, EdLima, Eri Gomes, Félix Knupp, Gilberto Pereira, Hamilton Montanha, Luis Pego, Luigi Monteiro, Magno Perez, Maria Beatriz da Cunha, Maria Inês, Maria Luzia Neto, Mari Vieira, Olister Barbosa, Salin de Sá, Sissi Dalila, Vanessa Londe e Wagner Ziviani.
Em alguns momentos, o público deixou de apenas assistir. Magno Perez, por exemplo, convidou as pessoas que acompanhavam seu trabalho a participar da pintura. Algumas pinceladas da obra foram feitas por quem estava ali, numa interação espontânea entre o artista e os visitantes.
O dia teve ainda intervenções artísticas de Rafael Abreu e Renata Bréscia Brandão, juntos, além de uma intervenção realizada por Renata.

A programação também não ficou restrita às artes visuais. Ao longo do domingo, a Soprarte levou música e poesia ao museu, com apresentações que aconteceram entre as atividades de pintura.
UMA HOMENAGEM A LUIZ OTÁVIO BRANDÃO
Esta edição do Pintando ao Vivo teve um significado especial. O encontro foi dedicado à memória de Luiz Otávio Brandão, produtor que construiu uma longa trajetória ligada à moda, às artes e à cultura mineira.

Ao longo de décadas, Luiz Otávio esteve envolvido na produção de desfiles, espetáculos, eventos e projetos culturais em Belo Horizonte. Era também conhecido pela capacidade de reunir pessoas e aproximar artistas, produtores e diferentes nomes da cena cultural da cidade.
Sua relação com o Pintando ao Vivo vinha de outros tempos. Luiz Otávio participou de edições anteriores do projeto e ajudou a reunir artistas em torno da proposta, o que tornou a homenagem deste domingo ainda mais significativa.

Sua relação com o Pintando ao Vivo vinha de outros tempos. Luiz Otávio participou de edições anteriores do projeto e ajudou a reunir artistas em torno da proposta, o que tornou a homenagem deste domingo ainda mais significativa.
Amigos e pessoas que conviveram com ele estiveram no museu. Entre pinturas, conversas e lembranças, o dia acabou sendo também uma oportunidade de recordar histórias e celebrar sua contribuição para a cultura mineira.
ARTE ENQUANTO ELA ACONTECE
Quem visita uma exposição normalmente encontra a obra terminada. No Pintando ao Vivo, acontece o contrário: boa parte do interesse está justamente em acompanhar o caminho até ela ficar pronta.

O público viu artistas diante das telas, acompanhou escolhas de cores e técnicas, conversou com quem estava trabalhando e, no caso de Magno Perez, chegou até a pegar no pincel.
Foi um domingo em que pintura, música, poesia e intervenções artísticas dividiram espaço com conversas, encontros e lembranças no Museu Histórico Abílio Barreto.












Fotos: Danilo Mata
Montagem: Danilo Mata e Félix Knupp
Divulgação e cobertura: ABREU — Arquitetura Brasileira em Revista + EU
O Pintando ao Vivo é uma realização do Libertas Coletivo de Artes, com curadoria de Rafael Abreu e produção de Rafael Abreu e Sofia Tsatsoulis.
