Gabriel Aun: uma trajetória que permanece

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A arquitetura brasileira se despede de um grande profissional. Nós, da Revista Abreu, nos despedimos também de um amigo

Hoje recebemos com tristeza a notícia do falecimento do arquiteto Gabriel Aun, profissional que deixou sua marca na arquitetura e, sobretudo, na vida daqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Gabriel foi um arquiteto que compreendia a arquitetura para além das formas e dos espaços. Em seus projetos, havia intenção, identidade, sensibilidade e, principalmente, histórias a serem contadas.

Em 2021, a Revista Abreu teve a alegria de apresentar um de seus trabalhos: o projeto Aquário Bacia do Rio São Francisco, uma releitura do Velho Chico.

O projeto traduz, por meio da arquitetura, a importância do rio, sua história, sua cultura e sua relação com o território. Um trabalho que revela muito da maneira sensível como Gabriel enxergava a arquitetura e de sua capacidade de transformar espaços em experiências.

Hoje, ao revisitar esse projeto, a Abreu não quer apenas relembrar o arquiteto e sua obra. Quer registrar também o Gabriel amigo, querido por tantas pessoas, cuja presença ultrapassava o ambiente profissional.

Há profissionais que deixam projetos.
Há profissionais que deixam uma trajetória.
E há pessoas que deixam marcas.

Gabriel deixou as três.

Sua arquitetura permanecerá registrada em seus projetos e publicações, mas seu legado mais bonito estará também nas lembranças daqueles que compartilharam sua caminhada.

A Revista Abreu se solidariza com sua família, seus amigos e todos aqueles que tiveram a felicidade de conhecê-lo.

Nossa homenagem, nosso carinho e nossa gratidão, Gabriel.

Que sua história continue sendo contada por meio da arquitetura que você nos deixou.

Revista Abreu