Piso de caquinhos
Pequenos fragmentos de cerâmica, formas irregulares e combinações de cores que transformaram simples sobras em um elemento marcante da arquitetura brasileira. O piso de caquinho é daqueles revestimentos que carregam história e memória afetiva.
Ícone da arquitetura paulistana, o piso de caquinho surgiu por acaso na empresa Cerâmica São Caetano, uma das principais do setor nas décadas de 1940 e 1950 e se tornou um símbolo das casas da época, sendo usado em quintais, fachadas e varandas.

A história ganhou força quando operários passaram a aproveitar os fragmentos de cerâmica que seriam descartados para revestir suas próprias casas. A solução, além de econômica, criava composições únicas, e logo começou a chamar a atenção de outras pessoas.
A técnica se espalhou e os caquinhos passaram a aparecer não apenas em residências, mas também em muros, escolas, lojas e fábricas.

Mais do que uma alternativa de baixo custo, o revestimento conquistou espaço pelo resultado visual. Cada instalação tinha uma composição própria, formada pela combinação espontânea de diferentes fragmentos e tonalidades.
Hoje, décadas depois, o piso de caquinho continua presente na memória da arquitetura brasileira e também ganha novas interpretações em projetos contemporâneos. Um exemplo de como reaproveitamento, criatividade e simplicidade podem transformar aquilo que seria descartado em um verdadeiro ícone arquitetônico.

